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CONSELHOS FÖRCH

Como escolher a melhor cadeira auto para crianças

28/02/2017

Conselhos cadeira auto infantil

Não só as crianças devem ir bem sentadas no carro. Escolher a cadeira adequada também é importante. Mas, que devemos saber para não enganar-nos?

A maioria das dúvidas que os pais têm quando precisam transportar os seus filhos no carro chega no momento da escolha da cadeira infantil, algo ao que ajudaram muito nestes quinze anos as provas de choque realizadas pelos clubes automobilísticos europeus, entre eles o RACE (Real automóvel clube de Espanha), o ACP(Automóvel clube de Portugal) e o ICRT (International Consumer Research & Testing).

Antes de adquirir uma cadeira infantil, os pais devem informar-se sobre toda a oferta existente no mercado. Inclusive recomenda-se levar o veículo e a criança à loja para poder experimentar os modelos antes de efectuar a compra. Tenha em conta que não todas as cadeiras encaixam em todos os veículos. Por exemplo, os modelos com homologação semi-universal (como as que têm pé de apoio), não podem montar-se em todos os carros. Cada modelo deve ter uma listagem dos veículos compatíveis, só terá de verificar.

Uma vez adquirida a cadeira, há que familiarizar-se com o seu manuseio. É muito importante coloca-la correctamente para que, em caso de acidente, possa proteger a criança de maneira óptima. Além disso, deve assegurar-se de que os cintos de segurança estejam bem esticados para garantir que a criança esteja perfeitamente fixada durante a travagem.

 

CONDIÇÕES QUE DEVE CUMPRIR UMA BOA CADEIRA INFANTIL:

Segurança. Una boa cadeira infantil deve proteger a criança, por isso nos testes realizados pelo estudo da RACE estão submetidas a fortes colisões frontais que seguem o protocolo de Euro NCAP em quando ao nível de gravidade do acidente. Ademais, o risco de lesões em caso de impactos laterais deve de ser reduzido. O segredo está numa boa carcaça, que absorve a energia do impacto e retém a criança.

Manuseio.Junto à segurança, o fácil manuseio é, sem dúvida, um critério muito importante quando se devem avaliar os Sistemas de Retenção infantil (SRI). Vários estudos demonstraram que se costumam cometer erros quando se utilizam estes sistemas e só uma cadeira bem instalada pode proteger. Por isso, deve ser intuitiva e simples de utilizar, com um número de passos muito reduzido.

Ergonomia.Numa boa cadeira infantil a criança deve estar sentada de forma cómoda e relaxada, e deve dispor de suficiente espaço seja qual seja a sua altura e o seu tamanho. O cinto e os laterais da cadeira só podem proteger adequadamente a criança se está sentada de forma correcta.

Substâncias contaminantes. Existem algumas leis, normas e regulamentos sobre o uso de substâncias tóxicas em brinquedos e materiais têxteis. Uma boa cadeira deve cumprir essas disposições legais.

 

OS ERROS MAIS PERIGOSOS NA HORA DE ESCOLHER UMA CADEIRA INFANTIL:

Cadeiras infantis não homologadas. Através de provas de choque, os erros mais perigosos que os pais cometem quando viajam com os seus filhos, encontramos que o uso de SRI não homologados podem provocar lesões muito graves nas crianças. Os resultados registados pelos manequins indicam que no caso de acidente é fácil que se rompam os arneses e a estrutura. Ademais, tanto o deslocamento da cabeça como a aceleração do tórax superam os limites da norma europeia R44.04.

Cadeiras infantis envelhecidas. Por outra parte, o estudo da Fundação MAPFRE sobre segurança viária faz finca-pé no perigo de usar sistemas não homologados ou envelhecidos por um excesso de uso. Os SRI danificados não protegem da mesma maneira, podendo romper-se devido à desaceleração sofrida num acidente.

Cintos de segurança com folga. As provas de impacto também demonstraram que permitir que a mais pequena viagem com folgas no cinto de segurança e no arnês provoca danos consideráveis na cabeça e no tórax, já que anulam os seus efeitos de protecção. Quanto antes se comece a travar o corpo, menos possibilidades haverá de que possa chocar contra os assentos dianteiros. A roupa muito grossa, como casacos, também acrescentam ao cinto uns centímetros de folga que poderiam resultar muito perigosos no caso de acidente.

Viajar sem cadeira infantil. Mesmo que os pais sejam conscientes da necessidade de utilizar as cadeiras, quando se superam os 135 centímetros estabelecidos por lei produz-se uma relaxação que pode resultar letal para o menor. Na simulação realizada com um manequim de uma criança crescida sentada na parte traseira sem cadeira nem assento elevador, o cinto de segurança pressiona a zona do pescoço o que pode provocar lesões graves. Também o manequim sofre um deslizamento para a frente o que faz que o cinto pressione o seu abdómen podendo provocar uma situação de "efeito submarino".

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