Produtos e soluções profissionais

REVOLUÇÃO NA MECÂNICA.

É assim que vai mudar a manutenção dos automóveis na próxima década.

23/09/2018

Revolução na mecânica .

A Internet das coisas e a realidade aumentada vão revolucionar a mecânica: uma peça poderá marcar uma visita à garagem quando chegue ao final da sua vida útil, e o mecânico, substitui-la com a ajuda de uns óculos de realidade aumentada.

Numerosos especialistas consideram que os automóveis vão mudar na próxima década mais que nos últimos cinquenta anos. A tecnologia está a avançar a passos gigantes e graças a conceitos como a hibridação, electrificação, a condução autónoma ou o automóvel conectado, vamos assistir à chegada de um novo modelo de mobilidade. A manutenção dos automóveis também está a evoluir ao mesmo ritmo, e as oficinas independentes estão a tornar-se cada vez mais profissionais e tecnológicas. Sem a disciplina férrea de marca dos serviços oficiais, a sua condição de multimarca leva-os a conhecer uma enorme amplitude de modelos, particularidades e conhecimentos, oferecendo aos usuários um serviço de proximidade e cada vez mais eficaz.

A internet das coisas

Está-se a avançar em numerosas soluções de digitalização para oficinas, e as novidades que vão chegar nos próximos anos serão apaixonantes. As redes digitais vão começar a estar presentes em todo o tipo de produtos, e o conhecido como Internet das Coisas (IoT, por as suas siglas em inglês), também está a chegar aos componentes mecânicos. É que o automóvel, não é mais que uma soma de componentes e sistemas, e tudo indica que muito em breve serão as próprias peças, as encargadas de recolher e compartir dados.

Entre esta informação também estará a relacionada com a manutenção, pelo que os automóveis do futuro poderão enviar uma mensagem à oficina e marcar uma visita quando detectem que algum dos seus componentes está a chegar ao fim da sua vida útil, ou pode começar dar problemas.

E as oficinas também poderão saber se se trata de um desgaste normal ou uma falha mais frequente, com base na informação de outros modelos similares e da proporcionada por o fabricante das peças.

Na actualidade estamos no início desta nova era e já há modelos no mercado com sistemas que exploram algumas das possibilidade da Internet das Coisas e a interconexão de veículos através da nuvem. Por exemplo, o novo controlo electromecânico de oscilação da carroceria do Audi Q7 envia informação à nuvem para comparti-la com outros veículos. Desta forma, quando o automóvel passa por um buraco na estrada, avisa a outros veículos que vão passar por esse mesmo ponto e inclusive aos serviços de emergência ou manutenção.

A oficina do futuro

Outra novidade que brevemente veremos nas oficinas é a utilização da realidade aumentada, para melhorar a qualidade, duração e precisão das reparações. A Schaeffler mostrou na Automechanika Frankfurt um sistema de óculos aonde se projectavam imagens sobre a visão real, que lhe ajudam a desempenhar melhor o seu trabalho. Por exemplo, ao apertar uma porca, o sistema projecta o binário de aperto idóneo; ou ao substituir um elemento, vão-se mostrando os passos a seguir e outras informações de apoio. Através dos óculos, inclusive pode-se contactar com um técnico de suporte remoto de Repxpet – marca de serviços do grupo – para resolver dúvidas em tempo real.

Esta fusão do trabalho diário com a projecção virtual de conhecimentos – realidade aumentada – vai permitir melhorar a qualidade, duração e precisão das intervenções numa oficina, com importantes benefícios para os profissionais do sector e os usuários das oficinas, que poderão aceder a uma manutenção cada vez mais segura e eficaz.

Hibridação e electrificação

A electrificação é um fenómeno imparável que também está a começar a produzir mudanças na manutenção. Os automóveis híbridos e eléctricos vão continuar a ganhar cota de mercado, e vão originar novos desafios ao profissional. No ano de 2030, quase um 30 por cento dos turismos que se fabriquem funcionarão com uma propulsão completamente eléctrica. Outro 30 por cento do mercado mundial ainda estará constituído por veículos propulsados unicamente por um motor de combustão.

E o 40 por cento restante terão uma propulsão híbrida, com sistemas que vão desde a hibridação «suave» de 48 vóltios que desenvolveu Schaeffler, a sistemas mais complexos como os eixos eléctricos ou os motores situados no cubo da roda.

Em qualquer caso a tendência é que os sistemas eléctricos e informáticos (conectividade, inteligência artificial…), sejam cada vez mais complexos. E as oficinas independentes vão ter que adaptar-se a estas novas tecnologias, sem deixar de prestar atenção aos aspectos puramente mecânicos dos automóveis, que em grande medida seguirão presentes.

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